Proteja sua casa com tecnologia

O Estado de São Paulo, 6/6/2005


Publicado no Caderno LINK em 06/06/2005 - por Kátia Arima

Sistemas eletrônicos de segurança residencial não são exclusividade de ricos que querem cuidar de suas mansões

Ameaçados pela criminalidade, muitos brasileiros desejam estar mais seguros dentro do próprio lar. Uma boa alternativa é adotar um sistema eletrônico de segurança residencial. Tecnologias avançadas podem ser aplicadas em casa para garantir a sua tranqüilidade.Não é preciso gastar muito para adquirir um sistema desses. O mercado oferece kits a partir de R$ 250, que podem ser instalados por quem tem conhecimentos básicos de eletricidade. Mas o ideal é pedir um projeto a um especialista.
O empresário Denis Denadai Porto resolveu instalar com as próprias mãos um circuito fechado de TV em sua casa. Visitou as lojas da Rua Santa Ifigência, no centro de São Paulo, e comprou quatro câmeras com infravermelho, que funcionam bem mesmo à noite. "Se eu ouço um barulho, posso ver da TV do meu quarto as imagens da rua ou do salão", disse.
Porto afirma não teve dificuldades de montar o sistema, já que têm conhecimentos técnicos. Mesmo assim, confessa que levou um choque quando instalava a cerca elétrica nos fundos da casa.

PROJETO PERSONALIZADO
Apesar de ser possível comprar e instalar um sistema de segurança eletrônica sozinho, é recomendável consultar um especialista que elabore um projeto personalizado. "Muitas vezes, a pessoa compra uma câmera e instala, se iludindo que está seguro", comenta a consultora de automação comercial da Marbie Systems, Virgínia Rodrigues. "Mas a câmera sozinha é burra, ela precisa estar integrada com outros equipamentos, numa solução que resulte em segurança para o morador."
Quem prefere que um especialista instale um sistema na sua casa deve procurar os integradores ou as empresas de monitoramento. Ambos elaboram projetos personalizados, fornecem equipamentos e coordenam instalações dos equipamentos. Mas quem deseja receber assistência quando soar o alarme, deve ficar com a empresa de monitoramento.
O empresário E.Y., que prefere não se identificar, contratou a Siemens Security para monitorar sua residência. Tomou a decisão depois que sua casa foi roubada. "Cinco ladrões entraram quando uma visita estava de saída e levaram jóias, dinheiro e eletrônicos", conta.
A Siemens instalou sensores e sirenes na casa, além um botão de pânico escondido. Caso o alarme soe na ausência do morador, ele receberá uma ligação telefônica. "Acho que essa proteção faz diferença, principalmente quando a casa costuma ficar vazia."
E.Y. não gastou nada com os equipamentos, que pertencem à Siemens, mas paga R$ 103 por mês - mas o plano contratado por ele não existe mais. A mensalidade cobrada pela Siemens varia entre R$ 40 e R$ 500, dependendo do serviço contratado. "Quem quiser pode até ser acompanhado por nossa equipe na entrada e saída de casa, em caso de suspeita", exemplifica o Guilherme Otero, gerente de produto e tecnologia da Siemens Security. Otero verifica que hoje em dia as pessoas não dão muita atenção a alarmes. "Por isso, o monitoramento por uma empresa de segurança é essencial", disse.
Um kit segurança básico para uma casa de três quartos custa a partir de R$ 900, segundo Oswaldo Oggiam Júnior, diretor comercial da Teleatlantic, empresa de monitoramento residencial. Inclui sensores magnéticos, que detectam quando portas ou janelas são abertas, e sensores de movimentos, que avisam quando um intruso invade o ambiente. Eles são todos ligados a um painel de alarme, que deve ficar escondido na casa. Perto de porta de entrada, é instalado um teclado, que arma e desarma o sistema de alarme com uma senha.
Além disso, são necessárias duas sirenes, e uma delas deve ficar escondida. Se a primeira tiver seu cabo cortado, a segunda continuará funcionando e soará o alarme.

SERVIÇOS
Quando uma empresa de monitoramento residencial é contratada, ela sabe as condições do sistema eletrônico da casa. Assim, cada empresa oferece serviços em baseados nisso. A Teleatlantic, por exemplo, oferece o serviço Teleonline, que envia uma mensagem de texto para o celular do morador quando o sistema é armado ou desarmado.
A maioria das empresas de segurança residencial estão preparadas para detectar quando um morador está entrando em casa rendido por um criminoso: se ele digitar um código de coação no teclado que desarma o sistema, a empresa de monitoramento pode avisar a polícia, já que não tem porte de armas. A central de monitoramento também toma providências caso o botão de pânico seja pressionado.
Para complementar o sistema de alarme, é possível instalar um circuito fechado de televisão. Câmeras podem ser posicionadas em locais estratégicos, como a portaria da casa, por exemplo, para que o morador veja a imagem da própria TV ou de um monitor dedicado. Quem quiser, pode até gravar as imagens ou transmiti-las pela internet, para vê-las por um site remotamente. (leia texto abaixo)
Para buscar integradores ou empresas de monitoramento, entre em contato com a Associação Brasileira de Segurança Eletrônica (Abese - www.abese.org.br) ou com a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside - www.aureside.org.br.

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