Por dentro da casa inteligente

Aureside, 5/9/2005


 (Publicado na Revista T I )

Na última edição da Casa Cor 2005, a tecnologia wireless foi destaque em ambientes domésticos, apresentando soluções para home theaters, sistemas VoIP, webcams e rádios IP. Mas, quem pensa que a mobilidade do sistema sem fio representa o fim das redes convencionais, está enganado. As redes cabeadas ainda são muito eficientes quando o assunto é Casa Inteligente.

Através do sistema de cabeamento estruturado, que permite interligar toda a casa com no máximo dois tipo de cabos, a automação acaba sendo mais eficaz do que através do wireless. Estes cabos possuem uma combinação na ponta que permite a conexão entre redes de computador, telefonia, alarme, antena, TV a cabo, sonorização, vídeo e até circuito fechado de TV. Dessa forma, eles conseguem integrar e encaminhar os diferentes sinais para uma central de automação, que os redistribui para o usuário.

- O cabeamento estruturado é fundamental porque permite uma transmissão maciça de dados. Mas o wireless também é usado nas interfaces, para que os moradores tenham mobilidade na hora de executar os comandos – afirma Fábio Oliveira, sócio proprietário da Future House, empresa especializada em automação residencial.

A lista de funcionalidades da Casa Inteligente é enorme. Por controle remoto ou até mesmo pelo celular, é possível controlar todos os aparelhos eletrodomésticos, ar-condicionados, cafeteiras, microondas, TVs, rádios, máquinas de lavar, além de acender e apagar luzes de todos os cômodos, acionar o sistema de segurança e abrir e fechar portas. Dependendo de quanto o cliente quer investir, o céu é o limite.

- Os projetos de Casa Inteligente podem variar de R$ 2,5 mil, se for apenas um projeto de iluminação, a até US$ 1 milhão. Um projeto no qual o morador pode acompanhar pela Internet tudo que se passa dentro da residência e executar vários comandos usando a voz (e a casa ainda responde), custa em torno de R$ 400 mil – revela Oliveira.

O trabalho de um integrador de sistemas residenciais - profissional especializado na automação de toda rede - é fundamental para que o projeto seja bem sucedido. É na fase de projeto que se percebem as reais necessidades do cliente, para que ele não desperdice dinheiro em produtos que não vai utilizar.

- Uma vez, um cliente comprou por conta própria uma geladeira com um monitor de acesso à Internet. Quando o visor quebrou, ele descobriu que a manutenção era tão cara, que nem mandou consertar. Preferiu continuar usando o eletrodoméstico da forma convencional – adverte o executivo da Future House.

Funcionalidade+Mobilidade=Praticidade

Segundo Fábio Oliveira, o controle dos eletrodomésticos pode ser feito pelo morador através de temporizadores, sensores eletrônicos, controles remotos ou telefones. Cada tecnologia é recomendada de acordo com a funcionalidade de cada aparelho.

Os temporizadores programam quanto tempo as luzes ficarão acesas quando um ambiente está habitado e também quando acontece uma invasão da residência. Neste caso, sensores eletrônicos detectam a presença de movimento e acionam as luzes. Também existem sensores de gás, de fumaça, de microondas, sensores de peso e massa metálica, e até sensores de corrente elétrica, que abaixam a tela de um projetor quando detectam que o DVD foi ligado. 

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